Polícia Civil investiga se homem esquartejado em Amparo foi vítima de ritual com sacrifício humano. Esposa do suspeito do crime foi presa temporariamente
Esposa do suspeito do crime foi presa temporariamente nesta sexta-feira (29). Investigação aponta que ela teria atraído a vítima para a residência onde o crime aconteceu.
AMPARO/SP — A Polícia Civil de Amparo está investigando uma nova e grave linha de desdobramento no caso do homem que teve o corpo esquartejado na cidade. As autoridades apuram se o assassinato está ligado a um suposto ritual com sacrifício humano. Nesta sexta-feira (29), a esposa do principal suspeito foi presa temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.
O marido dela havia sido preso em flagrante na madrugada de domingo (24), logo após confessar o homicídio. No primeiro depoimento, o homem alegou legítima defesa, afirmando que teria matado a vítima após flagrá-la tentando estuprar sua esposa.
No entanto, o avanço das investigações mudou os rumos do caso. De acordo com o delegado responsável, Sandro Montanari, há fortes indícios de que a vítima mantinha contato prévio com a mulher e foi atraída por ela até o local do crime.
“Existe uma linha de investigação onde ele possa, inclusive, ter sido sacrificado. É uma hipótese que está sendo apurada”, afirmou o delegado Montanari.
Apreensão de materiais de magia e perícia digital
Durante as buscas na residência do casal, os policiais civis apreenderam livros e diversos materiais com conteúdo relacionado a rituais de magia e sacrifícios humanos, o que acendeu o alerta das autoridades.
“Como nós achamos vários materiais sobre isso, essa passa a ser uma linha de investigação. Ela atraiu a vítima para esse local, e precisamos esclarecer a motivação”, explicou Montanari.
Além da literatura e dos objetos, a polícia apreendeu:
- Dois aparelhos celulares
- Um computador
Os eletrônicos serão submetidos à perícia técnica para rastrear as comunicações entre os envolvidos. Segundo o delegado, a mulher demonstrou resistência em colaborar no início. “Ela falou que tinha perdido o celular, não queria colaborar, mas através de busca e apreensão, localizamos os aparelhos”, pontuou.
A mulher cumprirá prisão temporária por 30 dias, prazo em que a Polícia Civil pretende concluir os laudos periciais e esclarecer a real motivação do crime.
